O ensaio “Trabalhadores de Areia” reúne trípticos formados por cortes expressivos da realidade de trabalhadores da praia de Copacabana.
Fragmentos do tempo, dos corpos e de mercadorias destes personagens foram registrados como “miniaturas da realidade que qualquer um pode fazer ou adquirir”, citando trecho de Susan Sontag, “Na Caverna de Platão”.
As pernas e os pés marcados pelo sol, sal e areia, sustentam corpos e famílias resistentes ao tempo e suas adversidades.
Produtos para todos os gostos são carregados por mãos, braços e ombros de idades e origens diversas.
Histórias, felizes e trágicas, são contadas por olhares resignados, dedicados ao ofício de levar tudo aquilo que que possa despertar o desejo do cliente, muitas vezes desconfiado daquele que se aproxima.
A abordagem estética utilizada reflete a interpretação do autor, e representa o impacto de constantes crises sociais, econômicas e políticas na desconstrução do cidadão, que por sua vez, permanece forte e não desiste da luta.

Este trabalho foi um dos pré-selecionados para o Festival Internacional de Fotografia de Paraty em 2017.
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